quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção

Módulo: Atendimento Educacional Especializado – PS 
Cursista: Amiraldo Silva dos Santos
Turma: T29a 
Data: 27/02/2014 

 Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção

Há aproximadamente dois séculos vêm se discutindo ações que melhor desenvolvam a educação das pessoas com surdez com intuito de elidir seus fracassos nas escolas e extirpando culpados inexistentes, pois segundo Damázio (2010, p. 48),

[...] O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.

Infelizmente, ainda procuramos culpar alguém pelo fracasso de nossos alunos e, não nos damos conta que isso ocorre por falta de uma revisão sobre nossa prática pedagógica , por vezes excludente, que exerce influência direta sobre o processo de ensino-aprendizagem e, só a partir de então teremos

[...] certeza de que os processos perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-as sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais-gestuais, mas também ler e escrever as línguas em seus entornos e, se desejar, também falar. (DAMÁZIO, 2010, p.48)

Cabe notar, que as pessoas com surdez têm um potencial a ser desenvolvido, mas que precisa ser estimulado e não atrofiado e segregando dos demais colegas de turma, pois segundo a autora

 [...], pensar e construir uma prática pedagógica que se volte para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez, na escola, é fazer com que essa instituição esteja imersa nesse emaranhado de redes sociais, culturais e de saberes. (p.49)

Pensar que as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem sua capacidade perceptivo-cognitiva é uma tarefa, indubitavelmente, primordial, pois “são pessoas que pensam, raciocinam e que precisam como as demais, de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos”, assevera Damázio (2010).
Nesse sentido, se faz importante que o AEE PS, numa perspectiva inclusiva, proporcione o reconhecimento do potencial e das capacidades e habilidades desses alunos, potencializando seu pleno desenvolvimento e aprendizagem (Damázio, 2010). O professor do AEE PS deve possibilitar a construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, rompendo com uma prática pedagógica alienante em prol de uma educação significativa e autônoma desses alunos.
Vale ressaltar, que para que tenhamos essa educação significativa e autônoma o trabalho do AEE PS, segundo Damázio (2010), envolve três momentos didático-pedagógicos, que são: Atendimento Educacional Especializado EM LIBRAS onde é necessário estabelecer parcerias que favoreça ao aluno com surdez a compreensão dos conteúdos curriculares. Atendimento Educacional Especializado para o ensino DE LIBRAS onde o ensino de Libras deve começar desde cedo para que a pessoa com surdez comece a estabelecer um sistema de comunicação sem muita dificuldade e, que ao chegar à escola o professor de Libras respeite as especificidades dessa língua, trabalhando-a paulatinamente com os conteúdos curriculares. E, por fim o Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa onde a educação bilíngue para os alunos com surdez é primordial, uma vez que, ele convive com ouvintes, por isso, é importante que o professor ensine as duas línguas para que aprenda a usarem em diversas situações do cotidiano e nas práticas discursivas.
Portanto, é preciso que o trabalho do professor do AEE PS deve ser a transformação das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas,  compreendendo o fracasso do processo educativo das pessoas com surdez, buscando alternativas com intuito de minimizar esse problema e fazendo diferença em sua aprendizagem.

 REFERÊNCIA:
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paula. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.


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